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segunda-feira, 27 de julho de 2020

EDUCAÇÃO INFANTIL: Plano de trabalho com sugestões de atividades remotas (EAD) incentivando interesse pelo patrimônio histórico, livro: O Palhaço Espalhafato de Ana Maria Machado

 * Os planos que contêm no blog são alinhados a BNCC e possuem o diferencial do item Saberes e Conhecimentos em relação aos demais documentos do país.



CAMPOS DE EXPERIÊNCIA:

*Traços, sons, cores e formas

*Escuta, fala, pensamento e imaginação

SABERES E CONHECIMENTOS:
                 *Propriedade dos objetos: formas e tridimensionalidade 
                 *Relação entre imagem e narrativa 

OBJETIVOS:
           *(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, planos formas e volumes ao criar objetos tridimensionais 
               *Elaborar um palhaço “Espalhafato” com materiais reutilizáveis 
         *(EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos 
               *Conhecer história pertencente ao patrimônio literário 
            *Recontar história com o palhaço “Espalhafato” construído com materiais reutilizáveis 

DESENVOLVIMENTO: 

PROPOSTA 1: Será enviado um vídeo com a contação da história “O palhaço Espalhafato” de Ana Maria Machado com imagens do livro. Será apresentado no mesmo também alguns “palhaços” elaborados pelas professoras com materiais reutilizáveis (garrafa de amaciante, tampas, lã, tecido, madeira)

PROPOSTA 2: Enviaremos imagens de outras composições de palhaços utilizando diferentes materiais reutilizáveis (rolo de papel higiênico, palito de sorvete, tampa de garrafa pet, etc) para inspirar os familiares que poderão juntamente com as crianças elaborar o seu palhaço “Espalhafato”, utilizando sua criatividade e materiais que possuam em suas casas.

PROPOSTA 3: Com o “brinquedo” já construído as crianças poderão recontar a história e brincar de faz de conta, os familiares se possível deverão enviar registros destes momentos através de vídeos, fotos ou aúdios

 AVALIAÇÃO:
               Se dará mediante a participação e interesse das crianças na história apresentada, na elaboração do brinquedo e nos diálogos estabelecidos com o mesmo no reconto da história 

REFERÊNCIAS:
                Organização Curricular da Educação Infantil 
                 Livro: “O palhaço Espalhafato” de Ana Maria Machado 

RECURSOS:
            Celular, livro, garrafa de amaciante, tampas, lã, tecido, madeira, imagens, rolo de papel higiênico, palito de sorvete, tampa de garrafa pet, 








Plano elaborado pelas prof° Adelita Sales

                                               Mabila Hala

                                               Marcela Correa

                                               Michelle Guimarães

 


quinta-feira, 23 de abril de 2020

Educação Infantil: Biografia de Maria Mazzetti

Quem foi Maria Mazzetti?


Mazzetti foi a primeira a escrever para crianças bem pequenas, naquela linguagem doce e coloquial que caracteriza seu texto cheio de graça e encantamento.


     Sabemos sobre ela muito menos do que gostaríamos, mas podemos começar dizendo que essa escritora, compositora e contadora de histórias nasceu no Rio de Janeiro em 1926 e veio ao mundo com a missão de descrever o interior do caracol e o que acontece debaixo das pedras do quintal.
    Maria Mazzetti deixou para a humanidade uma dessas biografias imperdíveis. Foi professora primária e técnica em educação. Participou da Rádio-Escola (Rádio Roquette-Pinto), sob a direção de Flávia da Silveira Lobo. Chefiou o Setor de Teatro Infantil, da Seção de Bibliotecas e Auditórios – Divisão de Educação Primária Fundamental da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Guanabara e dirigiu o Teatro Gibi, um projeto pioneiro de educação por meio do teatro de bonecos no Brasil. 
    Pensando bem, nunca iremos saber o suficiente sobre Maria Mazzetti, já que sua personalidade é tão intrigante que nenhum dado responde como alguém conseguiu traduzir de forma tão lúdica a percepção infantil das coisas. Pensando nisso, distribuiu sua paixão em bibliotecas, auditórios e projetos que enriqueceram a infância em seu tempo, tanto que muitas das músicas que compôs transformaram-se em clássicos cantados nos pátios das escolas públicas brasileiras.
    Nos anos 70, ela se encantou com a atriz de teatro Denise Mendonça, quando esta tinha apenas 16 anos. Dessa amizade surgiu o grupo Olá, que levou aos palcos e aos bairros de nossas cidades músicas das quais muitos irão se lembrar, porque marcaram os projetos pedagógicos e o amanhecer dos dias letivos.
    Uma dessas músicas conta a história de uma casa torta, sem janelinha e sem porta. 
   Vale a pena viajar pela internet buscando os áudios que hoje aparecem em peças teatrais e montar esse quebra-cabeças maravilhoso como um presente para seus filhos.


sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Educação Infantil: Biografia de Vinicius de Moraes



  Vinicius de Moraes (1913-1980) foi um poeta e compositor brasileiro. "Garota de Ipanema", feita em parceria com Antônio Carlos Jobim, é um hino da música popular brasileira.
   Além de ter sido um dos mais famosos compositores da música popular brasileira e um dos fundadores, nos anos 50, do movimento musical Bossa Nova, foi também importante poeta da Segunda Fase do Modernismo. Foi também dramaturgo e diplomata.
  Marcus Vinicius Melo Morais, conhecido como Vinicius de Moraes, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro de 1913. Filho do funcionário público e poeta Clodoaldo Pereira da Silva e da pianista Lídia Cruz desde cedo já mostrava interesse por poesia.
   Ingressou no colégio jesuíta Santo Inácio onde fez os estudos secundários. Entrou para o coral da igreja onde desenvolveu suas habilidades musicais. Em 1928 começou a fazer as primeiras composições musicais.

Faculdade de Direito

   Em 1929, Vinicius iniciou o curso de Direito da Faculdade Nacional do Rio de Janeiro. Em 1933, ano de sua formatura, publicou seu primeiro livro de poemas, O Caminho Para a Distância, onde reúne suas poesias. Não exerceu a advocacia. 
   Trabalhou como representante do Ministério da Educação na censura cinematográfica, até 1938, quando recebeu uma bolsa de estudos e seguiu para Londres, onde cursou Literatura Inglesa na Universidade de Oxford.
   Trabalhou na BBC londrina até 1939. Em 1940, iniciou, no jornal “A Manhã”, a carreira jornalística, escrevendo uma coluna como crítico de cinema.

Carreira Diplomática

   Em 1943, Vinicius de Morais é aprovado no concurso para Diplomata. Vai para os Estados Unidos, onde assume o posto de vice-cônsul em Los Angeles. Serviu sucessivamente em Paris, a partir de 1953, em Montevidéu a partir de 1959 e novamente em Paris, em 1963.
  Vinicius voltou definitivamente ao Brasil em 1964. Em 1968 foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional Número Cinco.

Música e Teatro

   Em 1956, Vinicius de Moraes publicou a peça teatral Orfeu da Conceição, levada ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A peça continha músicas de Vinicius e de Tom Jobim.
   Nesse mesmo ano, a peça foi levada para o cinema pelo francês Marcel Camus. O filme, intitulado Orfeu Negro, alcançou sucesso internacional, recebendo a Palma de Ouro, em Cannes e o Oscar de Melhor Filme estrangeiro, em Hollywood, no ano de 1959.
   De volta ao Brasil, Vinicius de Moraes dedica-se à poesia e à música popular brasileira. Fez parcerias musicais com Toquinho, Tom Jobim, Baden Powell, João Gilberto, Francis Hime, Edu Lobo, Carlos Lyra e Chico Buarque.
   Entre suas parcerias destacam-se as músicas: Garota de Ipanema, escrita em 1962 e musicada por Antônio Carlos Jobim, e no ano seguinte foi lançada a versão em inglês, Gente Humilde, Arrastão, A Rosa de Hiroshima, Berimbau, A Tonga da Mironga do Kaburetê, Canto de Ossanha, Insensatez, Eu Sei Que Vou Te Amar e Chega de Saudade.
   Em 1961, compõe Rancho das Flores, baseado no tema Jesus, Alegria dos Homens, de Johann Sebastian Bach. Com Edu Lobo, ganha o Primeiro Festival Nacional de Música Popular Brasileira, com a música Arrastão.
   A parceria com o músico Toquinho foi considerada a mais produtiva. Rendeu músicas importantes como Aquarela, A Casa, As Cores de Abril, Testamento, Maria Vai com as Outras, Morena Flor, A Rosa Desfolhada, Para Viver Um Grande Amor e Regra Três.
   Vinicius participou de vários shows e gravações com cantores e compositores importantes como Chico Buarque de Holanda, Elis Regina, Dorival Caymmi, Maria Creuza, Miúcha e Maria Bethânia. O Álbum Arca de Noé foi lançado em 1980 e teve vários intérpretes, cantando a música infantil. Esse Álbum originou um especial para a televisão.

A produção poética de Vinicius de Moraes

   Vinicius de Moraes foi um poeta significativo da Segunda Fase do Modernismo. Ao publicar sua Antologia Poética, em 1955, admitiu que sua obra poética divide-se em duas fases:
   A primeira fase carregada de misticismo e profundamente cristã, começa em "O Caminho para a Distância" (1933) e, termina com o poema, “Ariana, a Mulher” (1936).
   A segunda fase, iniciada com “Cinco Elegias” (1943), assinala a explosão de uma poesia mais viril. “Nela – segundo ele – estão nitidamente marcados os movimentos de aproximação do mundo material, com a difícil, mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos.”
   Ao englobar o “mundo material” em sua produção artística, Vinicius se inclina por uma lírica comprometida com o cotidiano, onde buscou os grandes dramas sociais do seu tempo. Os poemas “Rosa de Hiroshima” (1954) e “Operário em Construção” (1956), são exemplos desse engajamento social.
   Várias experiências conjugais marcaram a vida de Vinicius, casou-se nove vezes e teve cinco filhos. Suas esposas foram Beatriz Azevedo, Regina Pederneira, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nellita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues e a última, Gilda Matoso. 
   Vinicius de Moraes faleceu no Rio de Janeiro, no dia 09 de julho de 1980, devido a problemas decorrentes de uma isquemia cerebral.

Fonte:
https://www.ebiografia.com/vinicius_de_moraes/

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Educação Infantil: Biografia de Mário Quintana




     Mário Quintana (1906-1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Foi considerado um dos maiores poetas do século XX. Mestre da palavra, do humor e da síntese poética, em 1980 recebeu o Prêmio Machado de Assis da ABL e em 1981 foi agraciado com o Prêmio Jabuti.

Infância e Juventude

   Nasceu na cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul, no dia 30 de julho de 1906. Filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico e de Virgínia de Miranda Quintana, iniciou seus estudos na Escola Elementar e depois na escola do mestre português Antônio Cabral Beirão, em sua cidade natal. Aprendeu noções de francês com seus pais.
   Em 1919 mudou-se para Porto Alegre e ingressou no Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato. Nessa época, publicou seus primeiros versos na revista literária dos Alunos do Colégio Militar.
    Em 1923, Mário Quintana publicou um soneto no jornal de Alegrete, com o pseudônimo de "JB". Em 1924, deixa a Colégio Militar e começa a trabalhar como atendente na livraria Globo, onde permanece durante três meses. Em 1925 retorna para Alegrete, onde passa a trabalhar na farmácia da família.
    Em 1926 ficou órfão de mãe. Nesse mesmo ano, Quintana foi premiado em um concurso de contos do jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre, com o conto "A Sétima Passagem". No ano seguinte seu pai faleceu.

Jornalista e Tradutor

   Em 1929, Mário Quintana começou a trabalhar como tradutor na redação do jornal O Estado do Rio Grande. Em 1930, a Revista Globo e o Correio do Povo publicam os versos do poeta. O jornal O Estado do Rio Grande é fechado, época da Revolução de 1930, quando Quintana parte para o Rio de Janeiro, onde entra como voluntário para o 7º. batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Seis meses depois retorna para Porto Alegre e reinicia seu trabalho no jornal O Estado do Rio Grande.
    Em 1934, publica sua primeira tradução, o livro "Palavras e Sangue", de Giovanni Papini. O poeta também traduziu autores como Voltaire, Virginia Woolf e Emil Ludwig. Traduziu também "Em Busca do Tempo Perdido", de Marcel Prost. Em 1936, Mário Quintana transfere-se para a Livraria do Globo, onde trabalha com Érico Veríssimo. Nessa época seus textos são publicados na revista Ibirapuitan.

Primeiro Livro Publicado

Em 1940, Mário Quintana publica seu primeiro livro de sonetos: “A Rua dos Cataventos”. A aceitação de sua poesia levou vários sonetos a serem transcritos em antologias e livros escolares:

Soneto II

Dorme, ruazinha... É tudo escuro...
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos...

Dorme... Não há ladrões, eu te asseguro...
Nem guardas para acaso persegui-los...
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos... (...)

Poemas em Prosa

    Em 1948, Mário Quintana publica “Sapato Florido”, uma experiência que culmina com “Do Caderno H”, que reúne poemas curtos em prosa, mas com dimensão e densidades poéticas e geralmente irônicos:
   Os verdadeiros poetas não leem os outros poetas. Os verdadeiros poetas leem os pequenos anúncios dos jornais.
Antes, todos os caminhos iam. Agora todos os caminhos vêm. A casa é acolhedora, os livros poucos. E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.
A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.
O tema é um ponto de partida para um poema e não um ponto de chegada, da mesma forma que a bem-amada é um pretexto para o amor.

Academia Brasileira de Letras

    Por três vezes Mário Quintana tentou entrar para a Academia Brasileira de Letras. Jamais perdoou os acadêmicos da desfeita. No dia 25 de agosto de 1966, Mário é saudado da sessão da Academia por Augusto Mayer e Manuel Bandeira, que lê um poema de sua autoria. Convidado para se candidatar pela quarta vez, Mário recusou o convite.

Últimos Anos

    Em 1980, Mario Quintana recebeu o prêmio Machado de Assis da ABL pelo conjunto da obra. Em 1981, foi agraciado com o Prêmio Jabuti como Personalidade Literária do Ano.
   Mário Quintana não se casou nem teve filhos. Foi hóspede do Hotel Majestic, no centro histórico de Porto Alegre, de 1968 até 1980. Desempregado, sem dinheiro foi despejado e alojado no Hotel Royal, no quarto de propriedade do ex-jogador Paulo Roberto Falcão.
    Mário de Miranda Quintana faleceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 5 de maio de 1994.

Fonte:

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Educação Infantil: Biografia de Cora Coralina



   Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Publicou seu primeiro livro quando tinha 75 anos e tornou-se uma das vozes femininas mais relevantes da literatura nacional.
    Ana Lins dos Guimarães Peixoto conhecida como Cora Coralina, nasceu na cidade de Goiás, no Estado de Goiás, no dia 20 de agosto de 1889. Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador, nomeado por Dom Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão. Cursou apenas até a terceira série do curso primário.

Primeiros Poemas

    Cora Coralina começou a escrever poemas e contos quando tinha 14 anos, chegando a publicá-los, 1908, no jornal de poemas “A Rosa”, criado com algumas amigas. Em 1910, seu conto "Tragédia na Roça" foi publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", usando o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911, fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas, indo morar em Avaré, no interior de São Paulo. Em 1922, Cora Coralina foi convidada para participar da Semana de Arte Moderna, mas foi impedida pelo marido.
    Em 1934, depois da morte do marido, Cora Coralina tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos. Viveu por muito tempo de sua produção de doces. Embora continuasse escrevendo, produzindo poemas ligados à sua história e aos ambientes em que fora criada, se dizia mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno.
    Já em São Paulo, em 1934, trabalhou como vendedora de livros. Em 1936, muda-se para Andradina, onde começa a escrever para o jornal da cidade. Em 1951 candidata-se a vereadora. Passados cinco anos, resolve voltar para sua cidade natal. Em 1959, com 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e entregá-las aos editores.

Primeiro Livro

    Em 1965, com 75 anos, Cora Coralina conseguiu realizar o seu sonho de publicar o primeiro livro "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1970, toma posse da cadeira nº. 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Em 1976, lança seu segundo livro "Meu Livro de Cordel". O interesse do grande público só foi despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
   Nos últimos anos de sua vida, sua obra foi reconhecida sendo convidada para participar de conferências e programas de televisão. Cora Coralina foi agraciada com o título de Doutor Honoris Causa da UFG. Recebeu o "Prêmio Juca Pato" da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983, com o livro “Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha”. Em 1984 é nomeada para a Academia Goiânia de Letras, ocupando a cadeira nº. 38.
    A poetisa que escreveu sobre o seu tempo e sobre o futuro, destacando a realidade das mulheres dos anos de 1900 é o principal nome da cidade de Goiás. Em 2002, a cidade de Goiás com sua paisagem urbana predominantemente marcada pela arquitetura dos séculos 18 e 19, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, dado pela Unesco. A casa onde morou a poetisa Cora Coralina é hoje o museu da escritora.
   Cora Coralina faleceu em Goiânia, Goiás, no dia 10 de abril de 1985.

Fonte:


Educação Infantil: Biografia de Cecília Meirelles


     Cecília Meireles (1901-1964) foi uma poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. Foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreia na literatura com o livro "Espectros".
    Participou do grupo literário da Revista Festa, grupo católico, conservador. Dessa vinculação herdou a tendência espiritualista que percorre seus trabalhos com frequência. Embora mais conhecida como poetisa, deixou contribuições no domínio do conto, da crônica, da literatura infantil e do folclore.
    Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964) nasceu no Rio de Janeiro no dia 7 de novembro de 1901. Perdeu o pai poucos meses antes de seu nascimento e a mãe logo depois de completar 3 anos. Foi criada por sua avó materna, a portuguesa Jacinta Garcia Benevides.

Formação

    Cecília Meireles fez o curso primário na Escola Estácio de Sá, onde recebeu das mãos de Olavo Bilac a medalha do ouro por ter feito o curso com louvor e distinção. Em 1917 formou-se professora na Escola Normal do Rio de janeiro. Estudou música e línguas. Passou a exercer o magistério em escolas oficiais do Rio de Janeiro.

Carreira literária

    Em 1919, Cecília Meireles lançou seu primeiro livro de poemas, "Espectros" com 17 sonetos de temas históricos. Em 1922, por ocasião da Semana de Arte Moderna ela participou do grupo da revista Festa, ao lado de Tasso da Silveira, Andrade Muricy e outros, que defendia o universalismo e a preservação de certos valores tradicionais da poesia. Nesse mesmo ano, casa-se com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas.
    Cecília Meireles estudou literatura, folclore e teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista em 1930 e 1931 e publicou vários artigos sobre educação. Fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro. O interesse de Cecília pela educação se transformou em livros didáticos e poemas infantis.
   Ainda em 1934, a convite do governo português, Cecília viaja para Portugal, onde profere conferências divulgando a literatura e o folclore brasileiros. Em 1935 morre seu marido.

Professora

   Entre 1936 e 1938, Cecília lecionou Literatura Luso-Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1938, o livro de poemas “Viagem” recebe o Prêmio de Poesia, da Academia Brasileira de Letras. Em 1940 casa-se com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Grilo.
     Nesse mesmo ano, Cecília leciona Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas. Profere conferência sobre Literatura Brasileira em Lisboa e Coimbra. Publica em Lisboa o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria.
   Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura, Educação e Folclore.
    Cecília Meireles faleceu no Rio de Janeiro, no dia 9 de novembro de 1964. Seu corpo foi velado no Ministério da Educação e Cultura. Cecília Meireles foi homenageada pelo Banco Central, em 1989, com sua efígie na cédula de cem cruzados novos.

Fonte:

Educação Infantil: Biografia de Monteiro Lobato



     Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor e editor brasileiro. "O Sítio do Pica-pau Amarelo" é sua obra de maior destaque na literatura infantil. Criou a "Editora Monteiro Lobato" e mais tarde a "Companhia Editora Nacional". Foi um dos primeiros autores de literatura infantil de nosso país e de toda América Latina.
       Metade das obras de Monteiro Lobato é formada de literatura infantil. Destaca-se pelo caráter nacionalista e social. O universo retratado em suas obras são os vilarejos decadentes e a população do Vale do Paraíba, quando da crise do café. Situa-se entre os autores do Pré-Modernismo, período que precedeu a Semana de Arte Moderna.



Infância e Formação

     Nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé.
    Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Com 13 anos foi estudar em São Paulo, no Instituto de Ciências e Letras, se preparando para a faculdade de Direito.
     Registrado com o nome de José Renato Monteiro Lobato, resolve mudar de nome, pois queria usar uma bengala, que era de seu pai, que havia falecido no dia 13 de junho de 1898. A bengala tinha as iniciais J.B.M.L gravadas no topo do castão, então mudou de nome, passou a se chamar José Bento, assim as suas iniciais ficavam iguais às do pai.
     Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, formando-se em 1904. Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Paraíba, no ano de 1907.
       Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando muda-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.

Literatura Infantil

     Entusiasmado compra a Revista do Brasil e torna-se editor. Publica em 1918, seu primeiro livro "Urupês", que esgota em sucessivas tiragens. Transforma a Revista em centro de cultura e a editora numa rede de distribuição com mais de mil representantes.
    Monteiro Lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a "Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato". Com o racionamento de energia, a editora vai à falência. Vendem tudo e fundam a "Companhia Editora Nacional". Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças.
      Em 1921 publica "Narizinho Arrebitado", livro de leitura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do "Sítio do Pica-pau Amarelo". Em 1927 é nomeado, por Washington Luís, adido comercial nos Estados Unidos, onde permanece até 1931.
     Como escritor literário, Lobato destacou-se no gênero "conto". O universo retratado, em geral são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, quando da crise do plantio do café. Em seu livro "Urupês", que foi sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do "Jeca Tatu", símbolo do caipira brasileiro. As histórias do "Sítio do Pica-pau Amarelo", e seus habitantes, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Tia Anastácia, Narizinho, Rabicó e tantos outros, misturam a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.
       José Renato Monteiro Lobato ou José Bento Monteiro Lobato faleceu em São Paulo, no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.

Fonte: 

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Educação Infantil: Biografia e obras de Aldemir Martins



    Aldemir Martins foi considerado um dos melhores desenhistas do mundo pela Bienal de Veneza de 1956. Mas o desenho era só um fragmento da multifacetada personalidade desse artista cearense criado no oco do mundo, a emblemática Ingazeiras, cidade do interior do Ceará, no Vale do Cariri, onde nasceu em 8 de novembro de 1922. Na pintura ou na cerâmica, na gravura ou na joalheria, passando pela ilustração, desenho e escultura, expressou-se com liberdade, sem as restrições do preconceito. A transgressão torna-se uma marca registrada. Gatos, galos, peixes, cangaceiros, cores e rendeiras circulavam livremente em suportes tão pouco convencionais como papéis de carta, copos de requeijão, caixas de charuto, ezmbalagens de sabonete e de sorvete e mais recentemente em embalagens de pizza.

     Morreu no dia 5 de fevereiro de 2006, aos 83 anos, em São Paulo, cidade que adotou em 1946 para se tornar um dos mais respeitados artistas plásticos brasileiros. A trajetória de artista premiado (1) é marcada pelo prêmio de melhor desenhista da Bienal de São Paulo de 1955, láurea dividida com o colega Carybé. No ano seguinte, consagrou-se ao ser escolhido para receber o prêmio de melhor desenho na Bienal de Veneza de 1956. Era o reconhecimento de um talento descoberto nos tempos do serviço militar (1941 a 1945), época em que foi promovido a Cabo Pintor, prêmio a quem vencesse o concurso de pintura de viaturas da corporação promovido pela Oficina de Material Bélico da 10ª Região Militar.
     Filho de um modesto funcionário público e de uma dona de casa descendente dos índios tapuias, Aldemir Martins teve uma infância pobre e o Exército seria uma das poucas oportunidades possíveis de inclusão social, como observou o crítico paulistano Jacob Klintowitz em seu livro “Aldemir Martins, o Viajante Amigo”. Quando deixou o serviço militar ele já freqüentava a cena das artes plásticas de Fortaleza. Antes de pegar o último pau de arara para o sul maravilha ajudou a criar o Grupo ARTYS e a Sociedade Cearense de Artistas Plásticos Em 1941, participa da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira (1922-1967), Raimundo Cela (1890-1954), Inimá de Paula (1918-1999) e Mario Baratta (1915-1983), um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Aldemir Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas e pinturas. Atua também como ilustrador na imprensa cearense. 
     Aldemir Martins saiu do Ceará em 1945 para ir morar no Rio de Janeiro, mas logo no ano seguinte mudou-se para São Paulo, onde se fixou de vez depois de breve passagem em Roma, de 1960 a 1961.
    Além de participar de um sem número de exposições (2), no Brasil e no exterior, foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem do Rio Branco, em grau de Cavaleiro. Suas obras estão expostas em museus e coleções privadas na França, Suíça, Itália, Alemanha, Polônia, México, Argentina, Uruguai, Peru, Estados Unidos, Chile e, claro, no Brasil.
    Desde o início da carreira sua produção é figurativa, e o artista emprega um repertório formal constantemente retomado. Nas pinturas emprega cores intensas e contrastantes
    Aldemir Martins começa a desenhar ainda no Colégio Militar, que freqüenta desde 1934. Na década de 1940, trabalha como artista em Fortaleza, ao mesmo tempo que busca atualizar o então incipiente meio artístico da cidade. 
 Os trabalhos mostram grande influência de Candido Portinari (1903-1962), tanto no tratamento do tema como no traço. Em 1951, faz desenhos de paus-de-arara, rendeiras e cangaceiros. Esse trabalho recebe o prêmio aquisição para desenho na 1ª Bienal Internacional de São Paulo.
   Dois anos mais tarde, faz o cenário da peça Lampião, de Rachel de Queiroz. Na década de 1960, trabalha muito com arte aplicada a objetos comerciais. Em 1962, cria cenário para o 1º Festival da MPB, da TV Record, e elabora estampas para tecidos da Rhodia Têxtil. Faz ilustrações dos aparelhos de jantar da série Goyana de Cora. A partir da segunda metade dos anos de 1960, Martins faz esculturas de cerâmica e acrílico, além de jóias em ouro e prata. Em 1969, ilustra bilhetes de loteria. Seis anos mais tarde cria a imagem de abertura da telenovela Gabriela, da rede Globo. Em 1981, repete a experiência na abertura da telenovela Terras do Sem Fim. Nos anos 1980, ilustra jogos de mesa, camisetas e latas de sorvete da Kibon.






































Educação Infantil: Vida e obra de Orlando Teruz




Orlando Teruz
Nasceu: Rio de Janeiro, RJ (18/08/1902)
Faleceu: Rio de Janeiro, RJ (17/08/1984)

 Estuda na Escola Nacional de Belas Artes - Enba entre 1920 e 1923, é aluno de Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland, tendo, no ano seguinte, sua primeira participação naExposição Geral de Belas Artes do Rio de Janeiro. Em 1934, recebe Prêmio de Viagem ao Exterior, que usufruí apenas em 1939, quando viaja para França, Holanda e Itália, mas é obrigado a interrompê-la devido à deflagração da Segunda Guerra Mundial, 1939-1945. Trabalha com Lucio Costa e Candido Portinari pela implementação da divisão moderna no Salão Nacional de Belas Artes, que passa a vigorar em 1940.
No ano de 1944, integra a Exposição de Pinturas Modernas Brasileiras, realizada na Burlington House, sede da Royal Academy of Art de Londres. Participa em 1951 e 1953 da 1ª e 2ª Bienais Internacionais de São Paulo. Trabalha como professor de pintura no Instituto de Belas Artes da Guanabara em meados de 1950. Seus trabalhos são expostos em diversas mostras individuais, tanto no Brasil quanto exterior, durante os anos 1960, passando também a interar importantes coleções de todo mundo, como as do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, doMuseu Nacional de Belas Artes - MNBA e do Museu Hermitage, de São Petesburgo, Rússia. Na década de 1970, inicia com a família a formação de seu museu particular no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Seu trabalho aproxima-se muito da produção de Candido Portinari, com quem convive desde a formação na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, no Rio de Janeiro, tanto em termos formais como temáticos. Ambos propõem uma pintura moderna, que fuja às soluções determinadas pelo estudo acadêmico, mas mantém a relação com a tradição.
Teruz possui grande domínio da técnica, tanto da pintura como do desenho de observação. Sua temática aborda cenas de infância - inúmeras e presentes em todos os períodos da vasta produção do pintor -, cavalos, reuniões populares. Nesse limiar entre moderno e tradicional, Teruz resvala, por vezes, em soluções trazidas pelos movimentos de vanguarda, sendo o surrealismo a referência mais marcante no que diz respeito a ambientações oníricas.

Algumas obras:













Fonte: https://www.guiadasartes.com.br/orlando-teruz/principais-obras